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A ilha de São Tomé foi descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia de S. Tomé, e a do Príncipe em 17 de Janeiro de 1471, por marinheiros portugueses.
Inicialmente, as ilhas estavam desertas. O seu povoamento oficial iniciou-se em 1485, quando D. João II doou a ilha de S. Tomé ao fidalgo D. João de Paiva. Em meados do século XVI, usando escravos africanos, os colonos fizeram daquele local o maior produtor de açúcar do mundo.
As ilhas ofereciam também especiarias, tendo-se introduzido algumas culturas levadas de Portugal como a figueira, a vinha e o trigo. No século XIX viu-se uma enorme explosão na produção de café e cacau, com base no trabalho contratado.
Após a segunda grande guerra, o nacionalismo desenvolveu-se entre a população local creola tornando-se, desta forma, famosas algumas revoltas de negros, que se recusavam a trabalhar para os portugueses nas plantações de cacau.
Em 1960, e na sequência dos movimentos de libertação dos territórios colonizados, surge o Comité de Libertação de S. Tomé e Príncipe que viria, em 1972, dar lugar ao MLSTP (Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe) liderado por Manuel Pinto da Costa.
Após o golpe militar em Portugal, em Abril de 1974, o governo português reconhece o MLSTP como legítimo representante do povo santomense e a República Democrática de S. Tomé e Príncipe torna-se num estado independente, a 12 de Julho de 1975.
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